terça-feira, 27 de outubro de 2009

Entrevista com Aurélio Póvoa

A professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira da Escola Mul. Vinícius de Moraes, Hulaneide Gomes Martins, entrevistou o vencedor do 1º Soletrando Brasil, Aurélio Póvoa. Nesta entrevista exibida para seus alunos de 7ª e 8ª séries, ele destaca a importância da leitura e do tratamento que dera a língua materna desde pequeno. A finalidade desta foi descobrir os caminhos para o sucesso alcançado por Aurélio e estimular o hábito da leitura e da aproximação dos alunos com a nossa língua.

Vídeo produzido para o Projeto A Literatura Além dos Livros

Este vídeo foi produzido pelos alunos da turma 081 da Escola Mul. Vinícius de Moraes, baseado na obra O Cortiço de Aluísio Azevedo. Ele é um dos resultados do Projeto A Literatura Além dos Livros desenvolvido pela professora Hulaneide Gomes Martins.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Literatura Além dos Livros

Objetivo Geral
Trabalhar de forma diferenciada o universo da leitura de clássicos literários brasileiros.
Obras trabalhadas: O Alienista de Machado de Assis, O Cortiço de Aluísio Azevedo e A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães.

Ações - Apresentação do Projeto e distribuição dos livros para os grupos.


- Leitura dos livros, seleção de cenas com discussões de fatos para roteirização da história.

- Exibição de documentários sobre os autores trabalhados.



- Apresentação da pesquisa sobre a biografia do autor e o contexto histórico do livro trabalhado.



- Ensaios e produção das filmagens.


Escola Mul. de Tempo Integral Vinícius de Moraes
Professora: Hulaneide Gomes Martins
Disciplina: Literatura Brasileira
Público Alvo: 8ª série – Turmas 080 e 081


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Desabafo - Poema construído pela cursista Lucimar Araújo da Escola Municipal Daniel Batista Palmas-Tocantins

Do gestar quero um pouquinho falar
Confesso, não foi fácil participar
Tenho tantas atividades na escola a executar
E aumentar mais uma para minha cabeça atormentar

Ah!Quantas TPs para estudar
Portfólio para apresentar
Só de pensar, já estava aos prantos derramar
Não queria dessa problemática enfrentar

Em certo momento fiquei a pensar
Em tudo para o alto jogar
Assumo que cheguei até tentar
Mas algo em minha mente estava a incomodar

Não conseguia do curso enrolar
Gosto de trabalhar, criar, diversificar
E sem mais nem menos, estou aquii a participar
Não tenho o que reclamar
Do nosso grupo só a elogiar
A cada encontro experiência a somar
Para nossas aulas o aluno mais interessado ficar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Preconceito Lingüístico. O que é, como se faz.

Saudações colegas,

Esta resenha, acerca do Livro "Preconceito Lingüístico. O que é, como se faz." do Marcos Bagno, foi apresentada no meu trabalho de mestrado. Espero que sirva para ajudá-los.

Abraços,

Gislene

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Escrever sobre o livro Preconceito Lingüístico o que é, como se faz de Marcos Bagno é um convite instigante à reflexão do ensino de língua materna, especificamente, de Língua Portuguesa. Encarar o ensino de Português, principalmente nas escolas públicas onde o aluno, na sua grande maioria, é oriundo das camadas menos favorecidas, como uma ferramenta que possibilita percorrer um caminho político e social que leve a uma educação que promova a inclusão, a libertação, a transformação e a ascensão social.
Marcos Bagno é doutor em língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, mestre em Lingüística, poeta, tradutor e contista premiado. Tem diversos livros dedicados ao público infantil e juvenil, alguns dos quais considerados "altamente recomendáveis" pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. É mineiro de Cataguases, escreveu o livro de contos A Invenção das Horas, ganhador do quarto Prêmio Bienal Nestlé de Literatura em 1988. Em o Preconceito Lingüístico - o que é, como se faz publicado em 1989 pela editora Loyola, Bagno faz uma discussão profunda sobre as implicações político-sociais da língua retomando o que já havia discutido em seu livro "A Língua de Eulália", novela sociolingüística que aborda a forma preconceituosa que a língua é tratada na escola e na sociedade.
O autor recusa, veementemente, a noção simplista da grande maioria dos gramáticos tradicionais que definem o uso da língua em "certo" e "errado", aprofunda e dedica-se a uma reflexão dos fenômenos do português falado e escrito no Brasil. Simultaneamente convida o leitor a fazer um passeio pela mitologia do preconceito lingüístico, com a finalidade de combater esse preconceito no nosso dia a dia, na atividade pedagógica de professores em geral, particularmente, dos professores de língua portuguesa.
Bagno parte do princípio de que a língua é um tema político, pois só existe língua se houver seres humanos que a falem. A partir disso, o autor constrói seu texto politizando a Lingüística que é a ciência que estuda a linguagem humana e suas implicações socioeconomicas. No primeiro capítulo descreve e (des)constrói oito mitos relacionados à língua portuguesa que são: mito 1 "A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente"; mito 2 "Brasileiro não sabe português/ só em Portugal se fala bem português"; mito 3 "Português é muito difícil"; mito 4 "As pessoas sem instrução falam tudo errado"; mito 5 "O lugar onde melhor se fala o português no Brasil é o Maranhão"; mito 6 "O certo é falar assim porque se escreve assim"; mito 7 "É preciso saber gramática para falar e escrever bem"; mito 8 "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social".
No segundo capítulo "O círculo vicioso do preconceito lingüístico", o autor enfatiza que os oito mitos examinados são transmitidos e perpetuados em nossa sociedade. Esse círculo vicioso é formado pela junção de três elementos que Bagno denomina a "Santíssima Trindade" do preconceito lingüístico que são a gramática tradicional, os métodos tradicionais de ensino e os livros didáticos. Ressalta ainda os esforços do Ministério da Educação, através dos Parâmetros Currículares Nacionais - PCNs - para estimular uma postura menos dogmática e mais flexível no ensino de língua portuguesa.
No terceiro capítulo "A desconstrução do preconceito lingüístico" Bagno discute e propõe a ruptura do círculo vicioso, afirmando que a norma culta é reservada, por questões de ordem política, econômica, social e cultural a poucas pessoas no Brasil.
Sugere e incentiva a mudança de atitude do professor que deve refletir sobre a não aceitação de dogmas e adotar uma nova postura crítica em relação ao seu próprio objeto de trabalho: a norma culta. Essa mudança, do ponto de vista teórico, poderia ser simbolizada numa troca de sílabas: ao invés de rePEtir alguma coisa, o professor deveria reFLEtir sobre ela.
O autor salienta a importância da formação continuada do professor: "é preciso que cada professor de língua assuma uma posição de cientista e investigador, de produtor de seu próprio conhecimento lingüístico teórico e prático, e abandone a velha atitude repetidora e reprodutora de uma doutrina gramatical contraditória e incoerente".
O referido livro propõe a reflexão sobre o ensino de língua portuguesa, principalmente, junto às classes menos favorecidas e mudanças significativas na postura dos profissionais dessa área. Nas palavras do autor: "Ensinar bem é ensinar para o bem. Ensinar para o bem significa respeitar o conhecimento intuitivo do aluno, valorizar o que ele já sabe do mundo, da vida, reconhecer na língua que ele fala a sua própria identidade como ser humano. (...) Somente assim, no início de cada ano letivo este indivíduo poderá comemorar a volta às aulas, em vez de lamentar a voltas às jaulas.

Linguagem e escola – uma perspectiva social

Olá colegas, eis a resenha do livro "Linguagem e escola – uma perspectiva social" da Magda Soares, espero que possam utilizá-la em seus trabalhos.

Abraços,

Gislene
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Gislene Pires de Camargos Ferreira

Escrever sobre o livro Linguagem e escola – uma perspectiva social de Magda Soares é percorrer um caminho marcadamente político e social rumo a uma educação inclusiva, libertadora e transformadora.
Magda Soares é doutora e livre-docente em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora titular emérita da Faculdade de Educação dessa Universidade, é autora de diversos livros sobre o ensino de Português e de coleções didáticas para o nível fundamental.
A autora ressalta que a escola é um dos principais mecanismos para se conseguir a ascensão social. Entretanto, a escola, que deveria ser para o povo, e “antes contra o povo” (SOARES, p. ), porque privilegia as classes dominantes, cuja linguagem sobressai em detrimento dos dialetos das classes populares. Assim sendo, a escola contribui para o freqüente fracasso escolar dos alunos oriundos das classes menos favorecidas. Nessa obra são apresentados alguns estudos desenvolvidos desde a metade do século XIX com o objetivo de explicar o fracasso escolar. Segundo o primeiro deles – a ideologia do dom – o baixo rendimento do aluno devia-se à sua incapacidade de se adequar ao que a escola oferecia.
A segunda explicação – a ideologia da deficiência cultural, atribuía o fracasso ao “déficit cultural” dos alunos. Enquanto a ideologia das diferenças culturais explica o fracasso escolar como conseqüência da discriminação que os alunos das classes desprivilegiadas sofrem por parte da escola, uma vez que a mesma não reconhece as variações lingüísticas que os educandos pertencentes às camadas populares apresentam.
Soares ressalta que a escola impõe a norma culta a indivíduos que não a dominam resultando o fracasso escolar. Sabe-se da importância do domínio da normal culta ou padrão para promover a ascensão social dos alunos, porém não se pode desprezar sua própria linguagem e cultura.
Assim sendo, é necessário que se adote o bidialetismo, não para abandonar e negar sua bagagem lingüística e cultural, mas para tornar-se apto a participar da transformação de sua condição social.
Sabe-se que os valores, os costumes, as crenças e os comportamentos partilhados por determinados grupos constituem a sua cultura. Por isso, não existem culturas deficientes, existem, sim, culturas diferentes. Porém, a escola privilegia o padrão cultural das classes dominantes em detrimento do padrão das classes dominadas. Nas palavras da autora “o aluno sofre, dessa forma, um processo de marginalização e fracassa” (p. 15). Tal fato não ocorre por deficiências intelectuais ou culturais do aluno, como defendiam a ideologia do dom e a ideologia das deficiências culturais.
O fracasso ocorre porque “os valores da escola atuam em sentido contrário ao dos interesses dos alunos e tendem a precipitar sua expulsão da escola. É como se o sistema fosse instalado para garantir que eles passem pela escola e a abandonem como analfabetos” (FREIRE, p. 70).
Para elucidar os caminhos possíveis para que a escola comprometida com a luta contra as desigualdades cumpra seu papel social, a autora sugere que as forças progressistas nela presentes sejam vitalizadas e direcionadas adequadamente garantindo, assim, às classes populares a aquisição dos conhecimentos e habilidades que as instrumentalizem para a participação no processo de transformação social.
Ao delinear esses caminhos, Soares ressalta que é imprescindível a todos os atores envolvidos no processo educacional que atuam na instituição (professores, diretores, supervisores e orientadores) a compreensão das relações entre linguagem e classe social, pois estas não se restringem à área do ensino de língua materna. Sendo a língua o principal instrumento de ensino e aprendizagem, sua importância envolve todas as matérias e todas as atividades. Afinal se a escola pretende cumprir seu papel de transformação não se pode negar o papel fundamental da linguagem.
Soares propõe o bidialetanismo para que o aluno possa adquirir a variante padrão sem esquecer seu dialeto para que consiga transformar suas condições de marginalidade. Assim, o “currículo dominante deve, gradativamente, vir a ser dominado pelos alunos “dependentes” de modo a ajuda-los em sua luta pela eqüidade social e pela justiça social” (FREIRE, p. 77).
A livro Linguagem e escola – uma perspectiva social de Magda Soares é um convite à reflexão sobre o ensino de língua portuguesa juntos às camadas desfavorecidas, reforçando a visão de uma educação transformadora e emancipatória rumo à autonomia e ascensão social do educando das camadas populares.
A leitura da obra é recomendada a todos os atores envolvidos no processo educacional, principalmente aqueles que atuam em escolas públicas destinadas às camadas populares. O modo como a autora aborda a temática contribui para a compreensão do fracasso escolar nas classes dominadas, construído sob interesses das classes dominantes. Ao mesmo tempo acena caminhos para uma política educacional que promova a ascensão social de seus educandos. Nas palavras da autora: “ensinar por meio da língua e, principalmente, ensinar a língua são tarefas não só técnicas, mas também políticas”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Produção de bulas com o tema Preconceito Racial

Atividade realizada com alunos do segundo ano do Ensino Médio